adolfo roqueBarrô tem largas tradições culturais, que vêm desde tempos recuados, cujas memórias vêm até nós através dos registos dos jornais locais e da transmissão de histórias da população mais idosa.

Na passagem  do século XIX para o século XX terá havido um conjunto musical que, mais tarde, terá passado a Tuna.

No segundo quartel do século XX e, talvez, em consequência da edificação do edifício conhecido por “Clube” – teve grande relevância o teatro e, naturalmente, também os bailes quase semanais, os quais fizeram nascer paixões, por vezes, “fatais”!

Penso que terá sido no último quartel do século passado que terá havido, até então, maior intensidade e mais diversificação da actividade cultural.

Mas, o então “Clube”, que servia para nele se realizarem os diversos tipos de actividades culturais, envelhecia e as instalações tornavam-se cada vez mais inadequadas às actividades que nele se pretendia desenvolver.

Foi, por isso, que nasceu a ideia de criar um Centro Cívico, que integrasse uma Sala de Espectáculos que permitisse dar asas às manifestações culturais.

O Centro Cívico começou a ser construído sob a égide da ABARCA e acabou por ser inaugurado em 29 de Junho de 2002, com a presença do Secretário de Estado do Ordenamento, Dr. Ferreira de Almeida, e do autor do Projecto, Professor Arquitecto Tomás Taveira.

Em Dezembro de 2000, a dois anos e meio da inauguração acima referida, o signatário, Presidente da Mesa da Assembleia Geral,  pensou em criar actividades que  dessem “alma” ao então nascente Centro Cívico. Foi na sequência desta preocupação que lhe ocorreu a ideia de criar um Orfeão. Nesta perspectiva, convidou inúmeras pessoas, uma a uma, a integrar este Orfeão nascente. A adesão foi muito entusiástica, embora nem todos afinassem, em termos artísticos, pelo nível necessário.

É assim que nasce o Orfeão de Barrô, aberto a toda a Comunidade da freguesia e dos lugares vizinhos, tradicionalmente ligados a ela. Em boa hora nasceu, pois veio preencher uma lacuna cultural importante, como se veio a demonstrar pela ocupação e dinamismo que tem desenvolvido, desde a sua entrada em actividade, pela primeira vez, em 29 de Junho de 2002, aquando da inauguração do referido Centro Cívico.

O Orfeão de Barrô tem proporcionado uma actividade lúdica e cultural muito relevantes, em diversas vertentes, designadamente na:

- Promoção cultural dos elementos que o integram;

- Contribuição para a saúde - psíquica e física - dos Orfeonistas, “obrigando-os” a sair de casa para os ensaios, exercitar as cordas vocais e a respiração, a postura física, etc.;

- Contribuição para o convívio social entre todos os Orfeonistas e a Comunidade;

- Promoção do nome da nossa terra, através do intercâmbio com outros Grupos Corais.

Por tudo isto, o nosso Orfeão constitui uma forte afirmação, pela positiva, da nossa Terra, bem corroborada pelas excelentes actuações já levadas a cabo em locais de grande prestígio, a nível nacional e em Espanha.

O prosseguimento da sua actividade no futuro não frustará concerteza aqueles que nele tanto confiam. A todos os que têm integrado o nosso Orfeão e a ABARCA – seu suporte Institucional – é devida uma palavra de muita simpatia.

Regista-se, também, com muito reconhecimento as contribuições pecuniárias dos Amigos de Barrô – que vão muito para além da nossa freguesia – que têm permitido prover as despesas que decorrem das diversas actividades desenvolvidas, na Sede e no exterior, pelo Orfeão de Barrô. 

Comendador Eng. Adolfo Cunha Nunes Roque (N. 1934 - F. 2008)

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